Finalmente adentrei o auditório Cinemark após o painel da Paramount, que ainda assim permaneceu cheio em grande parte pela presença da atriz Natalie Dormer que estava por comparecer. A estrutura do auditório é surpreendente, com uma quantidade imensa de lugares, um telão digno das melhores salas de cinema e alta qualidade de iluminação. Minha única ressalva foi quanto ao quesito sonoro. Inevitavelmente havia muito barulho do lado de fora, o que ocasionalmente atrapalhava um pouco a audição lá dentro. Um isolamento ou ampliação do som na parte interna pode ser estudado para a próxima edição.

O painel seguinte foi sobre os efeitos especiais de Star Wars, comandado por Dave Fogler, especialista da Lucasfilm e também responsável por trabalhos em Matrix e Avatar. Ele falou sobre o processo de recriação da nave Millenium Falcon para os novos filmes da franquia, assim como de outros elementos consagrados. Segundo ele, o maior desafio no processo de desenvolvimento da icônica nave foi encontrar o equilíbrio entre seu design clássico e ao mesmo tempo trabalhar com ferramentas proporcionadas pelo cinema atual.

Além da Millenium Falcon, Fogler falou sobre o processo de criação do carismático droid BB-8. Segundo ele, há diversas versões do droid que foram feitas para o filme, com variações na funcionalidade, como a capacidade de locomoção com controle remoto ou mesmo sem.

A palestra de Fogler funcionou como uma verdadeira aula de efeitos especiais. Me senti em uma das minhas aulas na faculdade, o que foi muito interessante. Entretanto, ouvi comentários de que faltou um pouco de dinâmica, assim como viria a ocorrer em parte do painel de Game of Thrones em seguida.

Por fim, houve a exibição de um ótimo vídeo de O Despertar da Força que mesclava de forma dinâmica e inteligente algumas cenas com efeitos finalizados e como elas foram feitas no set. De modo geral, a aprovação do público foi grande, resultando em muitos aplausos durante a palestra.