Olá leitores! Meu nome é Alan Bazan, sou criador do canal do Youtube Café sob Controle, e entre uma gameplay ou outra, gosto de inventar e produzir games.

Fui convidado pelo Marcelo, escritor aqui no Manual da Tecnologia, para poder dividir um pouco da minha experiência nessa área, porque sei que tem muita gente por aí que sonha em trabalhar com isso, mas encontra dificuldade na parte de entender por onde começar, e com quem conversar a respeito.

Estarei não só por aqui, mas também pela página do Facebook do Manual e pelo próprio canal, para tirar qualquer dúvida de vocês enquanto a seção estiver ocorrendo. E quem sabe, também não me aventuro a escrever sobre outros temas! Agora que a apresentação acabou, vamos começar com o post! Fail Faster, você sabe o que é isso?

 

A primeira parte fundamental é o designer

Você é aquela pessoa que é apaixonada por games? Tanto que gostaria de ser criador de games? Mas você acha que nunca vai conseguir fazer isso?

Não se preocupe! No batalhão de dúvidas que surgem nessa hora, vamos tentar trazer um pouco de luz para te ajudar na decisão mais difícil da vida, o que seguir como sua carreira. Primeiramente, olhe para si mesmo. Tudo que você quiser fazer você pode fazer, basta arregaçar as mangas e suar a camisa (simples, não?).

Game Dev Story – Kairosoft

Claro que não! Mas essa é a realidade. E você verá que tudo isso pode ser muito divertido. Vamos às instruções.

 

1 – Você é um game designer!

Repita isso para você mesmo. Várias vezes, em frente a um espelho, se for preciso.

Mas o que é um game designer? A resposta é simples, porém complexa.

Game designer é o projetista do jogo. Seja ele um quebra cabeça, uma aventura ou uma simulação, o game designer é o responsável por definir como tudo funcionará. A mecânica do jogo, a interação entre os elementos, regras e limitações.

– “Mas não precisa ter diploma de game designer para poder construir um game?”

Essa é a parte legal de se envolver com games: ela é uma habilidade natural do ser humano.

Desde criança criamos novas brincadeiras e  novos jeitos de se divertir naturalmente. Sem restrições ou limitações. Devemos recuperar essa naturalidade infantil para criarmos experiências divertidas. Isso nos leva à lição 2:

 

2 – Just do it!

Faça! Crie! Invente!

À medida que crescemos, perdemos a habilidade de criar sem medo. Temos receio de errar e sermos reprovados pelas nossas criações. Mas para o design de games não existe uma regra totalmente verdadeira sobre o que é um jogo bom ou ruim. Precisamos construir sem limitações ou receios e aprender na prática o que os jogadores gostam ou não, tentando e errando.

Sei que parece assustador o fato de errar, mas, acredite, é assim que funciona!

Quando estamos desenvolvendo um jogo costumamos cair na ilusão de que temos uma grande ideia. Criamos uma mecânica base que julgamos boa e a incrementamos com mais e mais “boas ideias”. Quando colocamos nosso jogo à prova vemos que o jogador não se interessa ou não se diverte com o produto.
Isso nos leva à nossa regra de ouro:

 

3 – Fail Faster (Falhe mais rápido)

Fail faster é um conceito conhecido em várias áreas de design e regra de ouro para design de games.

Esse conceito diz que você deve colocar o seu projeto à prova o mais rápido possível. E quanto mais rápido você achar a falha no seu jogo, mais assertivo será o desenvolvimento do seu projeto e menos tempo será gasto com características que não agregam valor à experiência do jogador.

Esse conceito predefine qualquer jogo como um jogo ruim. E coloca a teste protótipos para que o designer aprenda o que é divertido e o que não é. As lições aprendidas nessa iteração de desenvolvimento e teste direciona o produto final para um ponto próximo ao sucesso.

Com essa iteração, ideias provavelmente ruins se mostram boas e vice versa. Quem imaginou que a ideia de um encanador num mundo de cogumelos seria boa? Talvez ninguem, mas hoje Mário faz parte da vida de qualquer gamer.

Mario…nada mais

Por isso, antes de sair fazendo o seu game com mecânicas complexas, artes excepcionais e efeitos especiais, coloque-o a teste o mais rápido possível. Teste em um protótipo de papel ou em um prototipo digital básico, e direcione seu game para o sucesso.

Hoje serviu não só como uma introdução a essa nova seção, mas também como forma de demonstrar duas características básicas de qualquer game designer: seja criativo, e não tenha medo de errar, porque erra é bom! Agora, é hora de colocar a mão na massa! Pegue aquelas suas ideias de games digitais ou tabuleiro e coloque-as a teste!

E não esqueça de nos enviar seu jogo nos comentários. Ficaremos felizes em jogar, e claro, testar com você!

Que os jogos comecem! Fiquem ligados para mais artigos na seção, e não se esqueçam, qualquer coisa durante o processo estamos disponíveis para conversar com vocês!